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12 curiosidades e fatos engraçados do musical "Wicked - The Musical"

5 Feb 2016

 

 

O musical "Wicked" é um dos maiores blockbusters do momento na Broadway e que chega a arrecadar milhões anualmente sendo um dos espetáculos #1 de muitas pessoas (inclusive este que vos escreve). Numa produção gigantesca como esta que já foi traduzida para seis idiomas, muitas coisas curiosas (tanto quanto a natureza verde de Elphie)  e interresantes acontecem por detrás da cortina. Faltando um mês para sua estreia aqui no Brasil, o It's On fez um top de 12 fatos engraçados e curiosos sobre este incrível musical.

 

 

1° 14x14

 

Só precisa tocar no nome de "Wicked" para saber de que se trata de uma produção gigantesca e que honra o nome espetacular, pois realmente é um show de efeitos visuais, com cenários grandiosos, descontrução de palco, figurinos, máquinário etc. Tudo milimetricamente pensado para trazer o mundo de Oz para os palcos e contar a história de forma encantadora e brilhante a ponto de nos deixar babando com tudo aquilo. E, como era de se esperar, quando surgiu a ideia na cabeça de Schwartz para produzir o musical, seria uma produção de grande porte e que custaria muito dinheiro; algo novo e ousado para se lançar assim na Broadway.

O musical teve um investimento inicial de 14 milhões de dólares que foram facilmente recuperados em 14 meses em que o espetáculo estava em cartaz, gerando um burburinho na mídia, pois uma produção nova leva cerca de dois a três anos para conseguir se pagar totalmente. Quer mais o quê? Sucesso puro define. 

 

2°  MAC - Up

 

 

A atração principal de "Wicked" é verde e toda aquela fosforência da nossa Elphie é de deixar qualquer um espantado. Não tem como não ficar se perguntando como ela não sai por aí manchando tudo o que toca, fica perfeita, intocável, durante duas horas e meia de espetáculo e, principalmente, de onde ela vem. Muitos, às vezes, ficam imaginando de que se trata de algum produto diferente criado especial e exclusivamente para dar cor a nossa amada personagem principal. Mas não! Aquela cor toda vem de uma maquiagem importada vendida em qualquer loja da MAC chamada "Chromacake" que é ativada apenas com água. Então, contanto que a atriz fique longe de garotas com baldes de água, a maquiagem permanecerá intacta desde sua aplicação. 

 

3° Anormalmente longo

 

Originalmente, até mesmo a partir do livro em que é baseado, "Wicked" é uma história extremamente longa e complicada, o que acabou se tornando um grande desafio traduzi-la para o palco. Quando o musical fez seu primeirou tryout na cidade de São Francisco, o espetáculo tinha TRÊS HORAS E MEIA de duração! Praticamente um Oklahoma passado em Oz!  Porém, conforme as apresentações foram acontecendo no decorrer das semanas, várias partes do musical foram cortadas, substituídas ou enxugadas até que se obtesse a versão que todos nós bem conhecemos hoje.

Não sei vocês, mas eu daria um dedo (talvez a mão inteira) para ter assistido esta primeira versão.

 

4° Cuidado aí!

 

 

Enquanto ainda estava em suas primeiras apresentações em São Francisco, alguns problemas com os acessórios tanto de Glinda quanto de Elphaba foram encontrados. Na hilária cena de luta que acontece no segundo ato do musical que as duas personagens protagonizam, a varinha de Glinda já chegou a quebrar por várias vezes no meio do espetáculo ou acabava totalmente danificada de tanto ser jogada no chão. O mesmo ocorria com a vassoura de Elphaba. Por causa disso resolveram criar cópias de ambas para que as originais não sofressem nenhum tipo de dano. 

 

 

5° Meu chápeu sumiu!

 

 

Assim como vimos acima com relação ao tempo de duração do espetáculo, muitos adereços e componentes foram cortados também na fase de testes. Em São Francisco, logo que a tão famosa cortina-mapa se erguia, os cidadãos de Oz estavam escondidos embaixo de um chapéu preto gigante de doze metros de altura que simbolizava a morte da Bruxa Má, e que caía logo em seguida num alçapão no palco.

Este foi um dos itens que Joe Mantello custara a cortar nesta primeira versão do musical, pois achava a ideia genial. No entanto, depois de tantos defeitos técnicos e de enroscar nos pés dos atores, ele foi finalmente retirado para o bem maior.

Mesmo que um tanto quanto estranho, eu amava aquele chapéu, embora eu ainda prefira a versão de corte. 

 

6° Holy sh*t!

 

Como todos bem sabem, principalmente se você que está lendo é um ator/atriz, que audições não são nada fáceis. É um mal necessário (e que eu acho incrível) do qual você jamais se cura da tensão ou do frio na barriga. E para as grandes estrelas da Broadway que conhecemos, como nossa amada e idolatrada Idina Menzel, não foi diferente. Em sua segunda audição para o papel de Elphaba, a voz de Idina falhou miseravelmente na temida nota final de "Defying Gravity" e ela acabou soltando um palavrão em voz alta, enquanto a banca a assistia de olhos arregalados. Isso foi o bastante para fazê-la sair correndo da sala de testes em lágrimas sem nem ao menos dizer um obrigado. Porém, mal sabia ela, que tanto Joe Mantello quanto Stephen Schwartz acharam o erro de Menzel no mínimo cativante, e foi isso que garantiu a ela o papel.

Se isso não foi sorte, o que pode ter sido, não é mesmo?

 

7° Minha protagonista sumiu!

 

 

Certamente esse foi um dos dias mais decepcionantes para quem foi assistir "Wicked". Com os ingressos esgotados e o Gershwin Theatre lotado, todos esperavam ver Idina Menzel desafiar a gravidade pela última vez na Broadway, porém não foi bem isso o que aconteceu. Para a decepão de muitos, um dia antes de sua última apresentação, Idina caiu de vários metros de altura por um alçapão no palco e se machucou gravemente a ponto de ter sido levada às pressas para o hospital local mais próximo ainda vestida totalmente de Elphaba. Eu só fico imaginando a cara dos médicos ao se depararem com uma mulher verde dos pés a cabeça deitada numa maca. Não é algo que se vê todos os dias.

Um furor explodiu na internet no mesmo momento em que o acidente foi reportado a mídia, e boatos de que o papel da Bruxa Má do Oeste talvez fosse amaldiçoado se tornou o caso da vez. Muitos fãs e estudiosos compararam a fatalidade com o caso de Margareth Hamilton, a atriz que viveu a Bruxa Má nas telonas e sofreu de sérias queimaduras durante as gravações do longa. 

No dia seguinte, no entanto, Idina apareceu na curtain call do espetáculo e causou grande comoção em toda a plateia, que a aplaudiu incansavelmente até que ela viesse às lágrimas. 

 

8° Muitos zeros na conta de luz

 

 

Para manter toneladas de equipamentos funcionando perfeitamente no musical, a cada apresentação diária, são necessários o equivalente a DOZE casas de energia elétrica para fazer a magia que move Wicked aconteer. É muita coisa! Isso sem contar com os demais setores que operam de forma independe e acumulam a força de três a quatro casas. 

E, como esperado, num show pesado como este, já aconteceu de a energia falhar no início do primeiro ato e o reator de emergência não conseguir dar conta do recado, deixando a atriz Kate Reinders, que interpretava Glinda na noite em questão, presa em sua bolha e tendo que ser retirada por bombeiros. Coitadinha!

 

9° Idina? Não!

 

 

Ao contrário do que muitos pensam, nossa Idina Menzel não foi a primeira a encarnar na pele verde de Elphaba. A atriz Stephanie J. Block foi a primeira a ler o papel quando o musical ainda estava nos workshops, porém, devido ao seu anonimato e falta de influência no mundo da Broadway, ela foi substituída por Menzel que, a seu favor, já tinha uma nomeação ao Tony Awards. Showbizz, não é pessoal? Infelizmente.

Mas nem todos os dias são tempestades e, logo depois, Block começou a ganhar espaço no mundo dos palcos e protagonizou a primeira turnê do musical em 2005.

 

10° Goela abaixo

 

 

É até meio angustiante, além de engraçado, assistir a cena em que Dr. Dillamond conversa com Elphaba enquanto degusta seu lanche: uma refeição completa composta por pedaços de papel. Alguns se perguntam se ele engole, come ou se aquilo é realmente papel. E a resposta é sim para todas as alternativas. Trata-se de um tipo especial de papel comestível, geralmente usado em truques mágicos, que precisa ser armanezado em um humidificador para que possa fazer som quando rasgado e seja engolido rapidamente pelo ator, garantindo que ele não tenha problemas para cantar logo em seguida.

Como não amar esses truques?

 

11° Troca rápida

 

Como se não bastassem ser incrivelmente talentosos e atletas natos, os atores precisam ser praticamente mágicos para conseguir transitar de um personagem para outro ou de uma cena em pouquíssimo tempo num espetáculo, Em "Wicked" não é nada diferente, é pior, na verdade. Logo na cena de abertura "No One Mours the Wicked", os dezessete atores vestidos como povo de Oz saudando a morte da Bruxa Má mudam para estudantes da Shiz University em tempo recorde de trinta segundos; trocando figurinos completos, perucas e sapatos. Não tem nem o que dizer destes bruxos dos palcos.

 

12° Sinto cheiro Maligno

 

A maior tentação em um teatro depois de assistir aquele espetáculo maravilhoso são as lojas de brindes. Canecas, pelúcias, programas de luxo, camisetas, copos, sacolas, cases de celular, guarda-chuvas e uma infinidade de souvenires de arrancar lágrimas de qualquer um. Imagine se no meio de tudo isso você pudesse encontrar perfumes? Sim, na lojinha do Gershwin Theatre você podia encontrar essências com perfume característico a personalidade da Glinda e da Elphaba! Infelizmente você leu muito bem, você podia, pois elas não são mais fabricadas e comercializadas.

"Popular" era o nome do perfume que pertencia a loira mais linda de Oz que possuía um aroma floral misturado a orquídeas selvagens, nectarinas, flores de laranjeira e pontuada com um toque açucarado. Tão Glinda que cheguei sentir o cheiro daqui! Já o perfume da Elphie chamado "Defy Gravity" era uma mistura mais forte e picante com notas de ameixa, jasmin, cardamomo, cedro e pitadas de diversos tipos de frutas cítricas tropicais.

Eles realmente sabem como fabricar um brinde. Só desejava poder ter um fraco deste em formato do Elixir Verde na minha estante.

 

Lembrando que "Wicked - A história Não Contadas das Bruxas de Oz" estreia dia 04 de Março no Teatro Reanult, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda! Não deixe de embarcar nesse mundo anormalmente verde e conhecer o que aconteceu antes de Dorothy chegar nas terras do Mágico.

 

Ingressos em: http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=WICKED16&v=STR&gclid=CJy3p7jO4coCFcWAkQodqCkCgA

 

"Black is this year's pink" 

 

 

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